EDUCAR PELO EXEMPLO

Exemplo

 

DAR O EXEMPLO NÃO É A MELHOR MANEIRA DE SE EDUCAR, É A ÚNICA!

(Albert Schweitzer)

Estava observando esses dias a forma como a Elisa lava as mãos, ela é rápida na verdade ela só passa a mão debaixo da água, se tiver alguma manchinha visível ela tira… e só, enxuga e pronto! Estou tentando mudar isso, com este frio é mais complicado, a contaminação aumenta não posso estar o tempo do lado dela com álcool em gel pra ela se higienizar. Então a “minha ficha caiu” (essa frase é das antigas, hahaha) outro dia me observando lavar as mãos: eu lavo igual a ela, na verdade, ela lava igual a mim… (não que eu não faça direito, mas sou acelerada, faço muito rápido, estou sempre muito agitada, então o que ela vê na hora que eu estou lavando as mãos são as minhas entrando na água e saindo muito rápido)

São 6 anos de registro dessa cena em sua mente, e agora eu quero (só falando) que ela faça diferente? Posso parecer um pouco dramática, mas isto é muito serio!

Provérbios 29 -19,20:

Não é com palavras que se corrige um filho, porque ele compreende, mas não se atém a elas. Viste um homem precipitado no falar: há mais esperança num tolo do que nele.

Pode ser que um dia ela decida mudar este hábito por si só, com o convívio de outros exemplos ou por motivos de saúde (rezo para que isto não aconteça nunca).

ALGUMAS QUESTÕES PARA REFLETIRMOS

  • Mas por que não posso mudar este meu péssimo hábito para ser um exemplo bom para ela?
  • Por que não analiso suas falhas para ver se são iguais as minhas?
  • Por que fico só falando e desejando que um milagre mude minhas filhas quando eu devo mudar primeiro?
  • Será que eu teria tanto trabalho para tornar minhas filhas melhores se eu melhorasse primeiro?
  • Será que eu sou contraditória em mais alguma
  • coisa que estou ensinando a elas?
  • Será que estou usando aquele velho ditado no meu dia a dia? “Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço!
  • Será que minhas atitudes são coerentes com minhas palavras?
  • Desejo que elas tenham uma vida saudável, que comam frutas e verduras todos os dias, que façam exercícios, que não sejam sedentárias e que não fiquem o dia todo sentadas em frente a TV… mas será que eu estou fazendo isso?
  • Ando nos limite de velocidade permitido?
  • Desejo que elas sejam emocionalmente saudáveis, que não sintam vergonha de ser quem são, que não discriminem ninguém, que espelhem o amor e a paz, que não tenham vícios, que sejam organizadas…Mas será que eu analiso minhas palavras antes de falar?
  • Será que não me escondo atrás de alguém ou de algum status? Será que escolho o meu lugar pra sentar dependendo das pessoas que já estão sentadas?
  • Será que, com intenção ou sem, faço comentários que causam intrigas ou fofocas? Será que já fiquei embriagada, fumei ou exagerei na comida na frente das minhas filhas?
  • Será que meu guarda roupa, minha cama, minha bolsa estão organizadas?…

Façamos estas e mais tantas outras perguntas a nós mesmos para identificar e solucionar nossas dúvidas de pais e mães!

Se os pais precisam elevar o tom de voz para ser ouvidos, como é comum, algo está errado. Eles são grandes fora deles, mas pequenos dentro. Se os pais e professores forem eficientes em desenhar uma imagem excelente dentro dos filhos/alunos, palavras brandas terão impacto, um olhar produzirá mudanças de rotas. Você precisa elevar o tom de voz para ser ouvido? Precisa pressionar e dar sermões? Devemos prestar atenção pois nosso tom de voz e palavras nos denunciam.

(Augusto Cury)

Todas as crianças são muito observadoras. Aliás, nós adultos também temos esta mesma característica, de observarmos as atitudes de outros. Por exemplo, olhamos para as pessoas, para os famosos, para as instituições, governos em todos os seus aspectos e desejamos encontrar alguém que seja exemplo de honestidade e coerência em suas posições. No ambiente familiar é a mesma coisa. Os filhos estão de olho na vida de seus pais, buscando neles a inspiração para a formação de seu caráter. Porém, quantas crianças e adolescentes estão crescendo em um ambiente familiar onde os pais lançam suas regras disciplinares, mas eles mesmos estão em falta no cumprimento delas?

Provérbios 22-6:

Ensina a criança no Caminho em que deve andar, e mesmo quando for idoso não se desviará dele!

Pais que ditam algo que contradiz sua atitude pessoal, causam revolta na vida dos filhos. Quer criar seus filhos no laço da revolta? É só se basear no ditado popular que diz “Faça o que eu falo, mas não faça o que eu faço”. Somente através do exemplo é que iremos ter autoridade e crédito nas situações corriqueiras do dia a dia e também nas mais complicadas.

Efésios 6-4:

E vós, pais, não provoqueis a ira dos vossos filhos, mas educai-os de acordo com a disciplina e o conselho do Senhor.

Mas é claro que não somos perfeitos, a gente erra o tempo todo (eu bem sei!!). O importante é que reconheçamos nossos erros e façamos a devida correção, temos que pedir perdão. Voltar atrás não é sinal de fraqueza, muito pelo contrario, quando reconhecemos nossos erros na frente de nossos filhos nos tornamos acessíveis, mais humanos, mais próximos.

Assim era Jesus Cristo que nos ensinou por seu exemplo e não só com palavras. Um padrão exemplar a seguir. Ele não ficava sentado mandando nos outros… Ele ia lá e fazia, era o primeiro a estender a mão, a dar comida aos pobres, a servir, ajudar o próximo…

Acredito que terei outras cenas que terei que analisar no futuro, sou humana, vou errar… É o que mais fazem os pais e mães na tentativa de acertar…. O importante é não jogar o erro debaixo do tapete para não se arrepender depois!

Tem alguma historia parecida para nos contar? Nos envie aqui .

 

 

 

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