JANEIRO BRANCO: CUIDANDO DA MENTE

SAÚDE EMOCIONAL

 

Não é porque Janeiro terminou que não devemos mais falar sobre saúde mental. É preciso falar sobre o assunto de janeiro a janeiro!

Quando falamos em saúde do corpo o que vem a sua mente? Fazer exercícios e se alimentar melhor, não é mesmo? Queremos nos sentir bem ao olhar ao espelho, queremos ser admirados por amigos, familiares e nossos parceiros. Mas por que não dar a mesma importância para nossa saúde mental? Por que não fazemos revisões? Por que não intensificar um tratamento após um trauma? Por que os pais de primeira viajem não pensam em se preparar bem psicologicamente antes do nascimento do filho da mesma forma que cuidam do enxoval e do quartinho?

Estar com a saúde mental em dia, ler livros, procurar ajuda de um profissional, poderia evitar tantos transtornos para os primeiros anos da vida de uma criança. Esses primeiros anos (0 a 7 ) pode-se comparar aos pilares de sustentação de um prédio que será erguido ao longo da vida, vários estudos já comprovaram que os estímulos emocionais e cognitivos recebidos nesse período são fundamentais para desenvolver plenamente as funções cerebrais, abrindo portas para o conhecimento. Se os estímulos são inadequados ou insuficientes, essas portas não são ativadas e a criança perde inúmeras possibilidades, inutilizando o corpo para interagir com o mundo.

O mundo precisa de pais que eduquem seus filhos, que os preparem para construir um futuro melhor.

E não é isso que desejamos para o nosso amanhã? Um mundo mais justo e menos violento, mais políticos honestos e menos jovens drogados, mais amor e menos prostituição, mais paz e menos guerras? Precisamos vencer este tabu que diz: só os loucos precisam de ajuda psíquica.

Eu sempre senti necessidade de externar meus pensamentos, minhas angustias. Usava agendas para escrever, (hoje tenho o blog, mas ainda escrevo nelas ) Sentia necessidade de me entender melhor. Depois da faculdade com as aulas de psicologia, fiquei encantada pelo assunto. Mas nunca imaginava que um dia iria fazer psicoterapia, que iria falar dos meus anseios mais profundos e isto iria me fazer tão bem. Há mais ou menos um ano eu comecei, depois de um problema de saúde que tive, falei aqui . Foi e esta sendo ótimo pra mim. Super recomendo!

Todos nós temos problemas, só procura ajuda quem quer resolve-los.

Isto é evolução, precisamos crescer evoluir. Deixar nossos pensamentos antigos que não nos fazem bem, muitas vezes refletidas nas atitudes que nos trazem infelicidades. E digo mais, temos que ir além, como pais, precisamos nos conhecer para programar o que queremos que nossos filhos herdem de nós. Ler livros, assistir filmes, ouvir musicas que nos tiram da lama que nos afundamos sem perceber.

E não vou dizer que não terá problemas nunca mais só porque esta se tratando, as dificuldades da vida são necessárias para aprendermos, é o que nos impulsiona. Então se sempre teremos problemas porque não aprender a lidar com eles?

Quando entendemos que crianças tem fases, algumas atitudes são tratadas com leveza e da maneira correta. Um exemplo é  a fase dos 2 anos (mini adolescência), em que esta aprendendo a falar, andar e ganhar autonomia (um dos marcos mais importantes),  passar por esse período, demonstra que está se desenvolvendo de forma saudável, se diferenciando, percebendo seus desejos, percebendo o outro e o mundo a sua volta. Precisamos ajudar e não perder o controle pra que eles possam se desenvolver melhor, caso contrario a situação pode piorar, as birras podem aumentar, a vontade de “vencer o pai e mãe” fica maior.  Em vez de entrar nesse embate, nós, pais, precisamos saber nos posicionar. Falar de maneira empática: considerar o desejo do seu filho e entender sua vontade é muito importante, mesmo que seja para negá-la depois. Se o embate se estabelece, adulto e criança sentem que precisam vencer, então forma-se um círculo vicioso perigoso, difícil e muito desgastante. Para vencer, o adulto precisa de cada vez mais força na hora de aplicar o castigo. A criança cria cada vez mais resistência. Por isso, provavelmente aos 3 anos as crianças têm ainda mais empenho e resistência em bancar os seus desejos e a situação parece mais difícil.

Assim também acontece em qualquer outra fase, nos conhecer, entender o porque das coisas sempre é a melhor saída. Também precisamos estar em profunda intimidade com Deus, ele pode nos ajudar nesta busca interior. Mas não deixe tudo por conta Dele, precisamos fazer nossa parte!

Beijos e Boa noite!

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