RELATO DE UMA MÃE PERSISTENTE!

         amor

Nada melhor pra essa semana do dia das mães que uma linda história de uma super mãe. Fiquei muito comovida quando li este lindo relato no livro: “Os dez habitos das mães felizes” de Meg Meeker (pediatra e mãe americana), e decidi compartilhar . Ele nos fala muito sobre esperança, sobre ter um propósito, e ainda mais sobre o poder da fé de uma mãe. Me levou a refletir sobre meus medos maternos, medos pessoais, sobre o que acredito de verdade em minha vida… me fez pensar no tamanho da minha fé.

Vamos ver uma parte da vida de Edna narrada pela autora Meg:

A ESPERANÇA DE EDNA POR ELLE

Edna era uma mãe cheia de uma esperança extraordinária. Conheci-a quando estava cuidando de sua filha de quatro anos, Elle, que havia caído em uma piscina e quase se afogado. Edna encontrou a filha boiando na piscina da família, e depois de arrastá-la para fora d’água, tentou desesperadamente ressuscitá-la. Ela não tinha certeza de quantos minutos Elle havia ficado submersa, mas, quando chegou ao hospital, ela mal tinha batimentos cardíacos. Depois de muito trabalho por parte dos médicos da emergência Elle melhorou um pouco. Seus batimentos cardíacos se aceleraram, mas ela ainda não respirava sozinha. Foi transferida para o CTI, onde ficou por muitas semanas. Os neurologistas disseram a Edna e a seu marido para tirarem a menina dos aparelhos porque as previsões para ela eram sombrias. Ela nunca seria capaz de falar, andar ou se alimentar, e teria deficiências cognitivas graves. Na verdade, a maioria das crianças na mesma situação tem poucas chances de recuperação para qualquer estado além desse. Entendi exatamente o motivo pelo qual os especialistas disseram isso aos pais. Edna agradeceu aos especialistas pela opinião deles, mas disse que queria dar à sua filha todos os tratamentos disponíveis. Os aparelhos não seriam desligados, pelo menos não naquele momento. Elle continuou a viver e, algumas semanas depois, começou a respirar sozinha. Foi transferida do CTI para um andar pediátrico comum no hospital e foi ali que fui apresentada a ela.

Ainda posso ver o seu pequeno corpo vestido com a camisola feia e cinzenta do hospital, deitada imóvel em sua cama. Elle tinha dois ou três parentes ao lado de sua cama e Edna era um deles. Quando Edna me cumprimentou, agiu como se eu fosse a primeira pessoa que ela havia visto no hospital. Foi educada e parecia renovada, não exausta e cética, que era o que eu esperava. Ela falou comigo como se nós duas fôssemos amigas, o que certamente nos tornamos. Mas, de algum modo, sua gentileza me incomodou. Ela me deixou mais triste. É mais fácil trabalhar com pais zangados de filhos doentes porque posso ficar mais protegida, mais distante emocionalmente.

Edna não permitia isso. Ela me puxava em direção à família com uma energia irresistível. A princípio, eu não conseguia entender por quê. Depois de muitas semanas, entendi: ela era positiva. Acreditava que sua filha ficaria bem um dia. E ela não parecia uma pessoa lunática. Sempre que falávamos sobre Elle, Edna falava de maneira direta e simples. Ela estava claramente bem instruída a respeito do estado de sua filha e falava com um realismo claro. Mas, predominante ao seu entendimento, ao seu realismo e ao seu afeto por sua filha, estava a esperança. Ela dizia a todos com quem entrava em contato que tinha esperanças muito fortes com relação a Elle. Ela esperava que a menina abrisse os olhos. Esperava que Elle se levantasse e andasse. Esperava que Elle dissesse  a palavra mamãe um dia. Eu nunca vi a esperança de Edna vacilar nos três meses em que cuidei de sua filha.

Fico constrangida ao admitir que franzi a testa diante da atitude positiva de Edna e de sua esperança quando comecei a cuidar de Elle. Fiquei preocupada achando que ela estivesse encorajando falsamente a família e os amigos, influenciando os demais ao verbalizar sua esperança. Eu acreditava que a decepção estava aguardando na próxima esquina, e que com essa atitude ela estava preparando os seus entes queridos para uma queda brusca quando Elle não se recuperasse. Mas, depois de muitas semanas ouvindo Edna e observando-a, comecei a acreditar que ela sabia de alguma coisa que eu não sabia. Embora talvez ela não soubesse. Talvez o que ela realmente tivesse fosse a audácia corajosa de esperar pelo impossível e de se arriscar a acreditar no impossível. Eu nunca soube o que se passava em sua mente durante aqueles meses. Eu simplesmente vi uma mãe que se recusava a desistir. Mas e se Elle morresse, eu me perguntava, a queda de Edna não seria muito mais dura?

À noite, quando os outros médicos iam para casa e a equipe de enfermagem ficava reduzida, eu fazia rondas nos quartos. Os monitores cardiorrespiratórios sussurravam suavemente, e uma criança ou outra chorava chamando a mãe. Eu via outras mães dormindo nas cadeiras de balanço com seus bebês aconchegados em seu peito. E uma visão com a qual eu sempre podia contar era com Edna ou seu marido, sentados perto da sua garotinha em coma, segurando sua mão, murmurando palavras suaves junto aos lençóis ou dirigidas para o teto em favor de Elle.

Depois de três meses, fui transferida para trabalhar em outra ala do hospital, e outros médicos assumiram os cuidados de Elle. De vez em quando eu passava para ver a garotinha e a visão adorável de sua mãe agarrada a ela. Certa tarde, recebi um telefonema. Era Edna. Ela estava sufocando com suas lágrimas. Elle abrira os olhos e reconhecera sua mãe. A esperança havia vencido. Depois que a recuperação inicial de Elle começou, seu pequeno corpo começou a ter um progresso extraordinário. Elle logo se levantou e um dia andou pelo quarto do hospital. Ela murmurava palavras  e até sorria de vez em quando. Quando mais a menina voltava à vida, mais esperança Edna reunia. Ela estava delirante de entusiasmo. “E o que esperava para sua filha”, perguntei um dia. “Nada. Não espero nada, mas espero tudo” Edna me disse.

Pouco depois do aniversário de um ano do acidente, Elle saiu do hospital. Ela estava falando palavras que faziam sentido e chamava Edna de “mamãe”. Mais tarde, Edna me disse que se essa palavra fosse tudo que ela conseguisse dizer após aquela difícil experiência de um ano e da esperança que a sustentou, todo o trabalho ainda teria valido a pena. Fiquei tão impressionada com a recuperação de Elle que pressionei Edna em busca de respostas. A garotinha superara todos os prognósticos que os profissionais da medicina tinham dado e o que havia acontecido em sua vida no último ano era milagroso, sobrenatural. Como Elle voltou a vida? Eu precisava que Edna me dissesse o que ela sabia.

  – Acho que simplesmente nos apegamos com muita força em duas coisas – ela me disse. 

   – Nós nos recusamos a desistir de ter esperança e acreditamos na bondade de Deus.

Aquelas duas coisas me pareceram bastante substanciais. Eu precisava de tempo para deixar que elas se infiltrassem em minha mente. Edna primeiramente escolheu ter esperança. Embora todos ao seu redor a advertissem para ser cautelosa e ficar preparada para o pior, ela saltou mentalmente por sobre o conselho deles. Ela ordenou seu coração a crer que a cura era possível. Se isso não acontecesse e Elle morresse, então Edna acreditava, que Deus a ajudaria a lidar com isso. Ela me disse uma vez que, para ela, a esperança era uma escolha deliberada e assustadora. Então perguntei a mim mesma: escolher a esperança é apenas uma maneira de uma mãe assumir o controle? Ou é a maneira de abrir mão do controle? Se formos supersticiosas, poderemos pensar que é uma forma de assumir o controle, pois acreditar pode fazer a cura acontecer – como se o ato de crer atraísse coisas boas por si só. A esperança, para uma mãe supersticiosa, pode ser uma maneira de fazer a mágica acontecer. Mas superstição era uma palavra que não fazia parte do idioma de Edna.

Então percebi que ter esperança era a maneira de Edna entregar o controle. Ela não estava procurando freneticamente métodos de cura ou pedindo aos médicos para fazerem coisas sem sentido. Ela estava apenas esperando silenciosamente, orando e amando. Com os olhos de sua mente, ela tornou o corpo enfermo de sua filha e colocou-o nos braços de Deus. Ele estaria no comando quando ela não podia estar. Creio que depois que Edna fez isso, ela sentiu uma leveza. Eu podia ver isso em seu rosto durante os dias em que cuidei de Elle.  

Assim, a segunda coisa sobre ter esperança é abrir mão do controle ( e isso é realmente difícil para nós, mães). Edna entregou o controle total da cura de Elle a um Deus bondoso e gentil. De certo modo, ela foi forçada a fazer isso. Como muitas mães que enfrentam situações graves, Edna olhou Deus face a face. Não havia nada que ela pudesse fazer a não ser confiar nele para curar sua filha. Ela me disse mais tarde que aquela posição era “o lugar mais seguro para se estar” Eu nunca soube nada sobre a religião de Edna ou sobre sua teologia, ou sobre que tipo de igreja ela frequentava. Ela nunca citou versículos bíblicos para mim. Ela me mostrou em quem acreditava e me disse o quanto precisava de Deus. A partir da sua voz, vi que ela confiava nele. Ela gostava Dele. Não, ela o amava. Quando falava sobre a sua gratidão, seus olhos brilhavam. 

 

É de se emocionar, não é mesmo? Nos inspira a sermos mais confiantes e deixar Deus no controle de nossas vidas…

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Desde já desejo a todas as mães, aos pais que também são mães… um FELIZ DIA DAS MÃES! Que o Senhor abençoe!

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