SOBRE A CULPA QUE NÓS MÃES CARREGAMOS

 

Lembro como se fosse hoje a culpa que senti quando a Elisa nasceu … A culpa de não ter me esforçado mais para ter o parto normal. Uma sensação de não ter desempenhado bem meu papel de mãe, por não ter me informado direito, não ter lido mais sobre o assunto.

Depois foi a culpa por ter que trabalhar e deixar ela com outra pessoa, depois a culpa por não ver seus primeiros passos, primeiras gracinhas, primeiras palavras… Sem falar na culpa por não amamentar por 2 anos.

Quem nunca sentiu uma culpa? Quando nasce uma mãe nasce uma culpa, é impressionante isso!

Com o passar do tempo vamos acumulando muitas culpas:

  • Não ter paciência;
  • Não dar alimentação saudável 24 horas por dia;
  • Por deixar os filhos por tempo demais na TV ou tablet;
  • Birras e pirraças dos filhos;
  • Não estar disponível o tempo todo;
  • Não dar o brinquedo tão desejado, ou dar brinquedos de mais;
  • Por não ter mais dinheiro;
  • Por não conseguir dar conta de tudo e de todos… (a lista não tem fim!)

Fica mais grave quando levamos em consideração o que as pessoas ao redor, os parentes e amigos, nos dizem. Os pitacos são impossíveis de evitar. Muitos querem ajudar, não fazem por mal, mais acabam atrapalhando nossas percepções com suas dicas e comentários.

 

O QUE FAZER PARA MANTER O CONTROLE E NÃO ENLOUQUECER COM A CULPA MATERNA?

Não posso dizer que nunca mais vou me sentir culpada. Acredito que sentir culpa por algo que aconteceu tem uma função benéfica. Tal sentimento serve para analisarmos se estamos agindo da forma que julgamos correta. Sinal que somos responsáveis por aquilo que fazemos com o outro, faz parte do zelo que temos por nossos filhos.

Este sentimento de culpa já me deixou muito mal no passado, hoje aprendi a usar este sentimento para me avaliar e mudar a direção do meu foco.

Um bom exemplo foi o nascimento da minha segunda filha, Manuela. Gostaria muito de ter parto normal, me informei melhor, depois de todas as avaliações médicas (poderia não ter dado certo e estaria tudo bem) a Manu nasceu de parto normal.

Consegui lidar com a amamentação da Manu sem muita frustração. A fase de birras da Manu (Terrible Two, que duram até hoje, mas isso já seria assunto para outro post) são mais intensas que a fase da Elisa. Hoje consigo entender que a personalidade delas são diferentes, preciso agir de forma desigual, nem tudo consigo controlar e para tudo tem seu tempo. Não me culpo se as vezes perco o controle. Quando essa sensação começa a invadir meus pensamentos, eu paro o que estou fazendo. Peço a Deus sabedoria, pesquiso sobre o assunto, avalio a questão de outros ângulos e afirmo pra mim mesma: – Eu sou uma boa mãe, foi o melhor que pude fazer no momento. Em um outro momento vou melhorar minha forma de falar, de agir, buscar me orientar, ter mais paciência.

E você? Como tem lidado com estas questões?

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