SOBRE DUVIDAS COM SAÚDE E VARIAS DOENÇAS

MEU PEQUENO GRANDE MILAGRE

Manu

Na ultima semana de novembro teve apresentação na escola das meninas. A Elisa sempre muito empolgada e ansiosa, apresentou lindamente. Como já disse , ela ama os palcos. Já a Manuela teve que ficar na platéia, só assistindo a Tata Isa e as amiguinhas da sala que ela frequentou este ano.

balao magico

Estava feliz e triste ao mesmo tempo. Feliz pela Elisa e triste de ver a Manu querendo estar lá. Coração de mãe não aguenta! Tivemos que tirar ela da escola um pouco antes do fim das aulas por motivos de saúde (explicarei melhor abaixo). E se ela gosta de ir a escola? Ela ama! Pede todos os dias. Digo pra ela que ano que vem vai ser ela la no palco também (será que ela vai ser piolha de palco como a irmã? rsrs)

RELATO DA SAÚDE DA MANUELA

A Manu foi meu milagre desde a gestação . Ela nasceu bem, com todos os orgãos funcionando, não lhe faltava nada! Ficamos menos de dois dias no hospital e já voltamos para casa. Ela era muito tranquila, nasceu dia 20.07.2012  às 1:10 horas da madrugada pesando 2.970g e medindo 48cm, e eu estava muito, mas muito mais preparada psicologicamente e fisicamente. Ser mãe do segundo filho é assim, é andar por um caminho já percorrido, é entender de um amor maior que tudo, compreender um pouco de como Deus pode amar tantos filhos, de suas formas especificas. Sempre pensei nisso, será que uma mãe ama mais um filho que o outro? N Ã O… A resposta é não (pelo menos na minha opinião). Amo cada uma de um jeito diferente mais com a mesma intensidade.

Com a Elisa eu li bastante, pesquisei bastante para fazer rotinas com as alimentações e hora do sono. Errei bastante também, demorei para entrar em sintonia com ela . Com a Manuela foi mais fácil. Ela mamava melhor (amamentei até os 4 meses de pura insistência , chorando por não poder mais continuar), por consequência dormia melhor. Teve um pouco de cólica no começo, mas eu estava mais calma para lidar com ela, e foi tranquilo esta fase.

Levava ela ao medico todo mês, aparentemente estava tudo bem, os exames de apgar, do pezinho, do olhinho e ouvido estavam perfeitos. Mas na segunda visita ao pediatra o Dr Wilson identificou que a moleirinha estava fechada, que havia notado na primeira vez, mas achou melhor avaliar numa segunda consulta. Ah??? Disse que a moleira fechada precocemente, pode causar craniossinostose, que é quando o crânio para de crescer, comprime o cérebro e compromete o desenvolvimento da criança. Pra matar de vez ainda me disse que nesses casos é feita uma cirurgia “bem simples”, onde abre-se a cabeça da criança, faz as suturas no crânio e pronto!

Aflição, desespero, medo, angustia… mil sentimentos ao mesmo tempo! Meu chão se abriu, o mundo rodou, apertei o pause, me recompus, implorei forças ao meu Bom Deus e fizemos todos os exames necessários e acompanhamento com um neuropediatra de Umuarama até um ano de idade. Seu desenvolvimento seguia normal, a cabeça crescia a cada mês, (nem preciso falar que eu vivia com a fita medindo e orando em todas as consultas que íamos) Mais um milagre em nossas vidas! O neuropediatra pediu para retornar somente se sentisse algum problema, o que fizemos mais tarde.

A Manu estava com 6 meses quando eu voltei a trabalhar, ela ficava na escolinha o dia inteiro. Foi nesta época que surgiram as gripes, resfriados e infecções de ouvido e garganta. Também descobrimos que era alérgica a melão (toda vez que comia, tinha vômitos e diarreia).

Apesar disso ela era tão boazinha, dormia e se alimentava bem. Só quando as infecções estavam graves é que não comia, e eu só percebia porque escorria um líquido da sua orelha, ela não tinha febre, não chorava. Comecei a pensar se tinha algo a ver com a moleira. Os médicos (sim… “os médicos” porque fui em todos que havia em minha cidade) diziam que era normal.

Seus primeiros dentes apareceram com 7 meses. Começou a jogar beijinhos e sentar firme com 6 meses, engatinhou com 10 meses e andou com 14 meses. Fez sua primeira viajem aos 9 meses para a fazendinha. Realizou algumas funções bem mais tarde que a Elisa, uma porque cada criança tem seu tempo, outra porque era mais gordinha e fofinha. (Acredito eu que seja isto)

Além dos pediatras levamos ela em dois especialista em otorrino, um médico que todos diziam ser muito bom, e era muito demorado para marcar consulta, pois a agenda era sempre lotada, me disse que ela não tinha nada (ela estava sem infecção neste dia) e me pediu pra voltar quando ela estivesse ruim… Que??? Quando ela estava ruim eu marquei consulta para 15 dias depois, ai já havia melhorado né… Sinceramente… Bem, ai fui em outro, que me disse que a culpa era da escolinha, deu atestado para ficar em casa por 30 dias. Detalhe, eu estava trabalhando e não podia ficar com ela. Pagamos uma enfermeira pra ficar com ela neste período. Com 20 dias sem nenhum resfriado, eu cheguei a até a pensar que o problema fosse a escolinha, mudei de ideia quando a enfermeira me disse que ela acordou do soninho da tarde com o ouvido vazando de novo. Pronto…nada resolvido! Não era só eu e meu marido que não percebemos suas infeções, até uma pessoa profissional que só cuidava de crianças, também não havia notado. A infecção já estava forte, de novo, pela milésima vez… dar antibióticos… E ainda escutei da enfermeira(que cuidava de crianças especiais) que a Manu era muito diferente das crianças, era para eu levar em mais médicos para averiguar se o problema da moleira não tinha deixado sequelas…Que??? Meus Deus, que pesadelo! Minhas orações só triplicavam… Como assim minha filha muito diferente? E eu não notei nada? Que espécie de mãe eu era? Me senti a pior mãe do mundo, do universo! Juntei minhas lágrimas, noites mal dormidas, minha falta de tempo (por ainda estar trabalhando fora) juntei forças que não sabia que tinha. Comecei a observa-la melhor, levamos ela de novo no  neuropediatra e… nada, disse que ela estava com os reflexos normais, a cabeça cresceu normal. Fiquei um pouco mais calma, mas, vigilante.

Ela chupava chupeta, o que a deixava mais calma. Com 2 anos eu tirei a chupeta e a mamadeira, pensei que iria melhorar seu desenvolvimento. Sua fala (que era bem atrasada). Até que melhorou um pouco. O pior é que a fase dos 2 anos já é complicada por si só (fase das birras) e agora sem a chupeta. Mas fiquei firme, dizem os especialistas que não é saudável tirar  a chupeta e depois dar de novo, e outra, já tinha passado varias semanas ensinando a dormir sem, acordando varias vezes durante a noite para acalmá-la, não voltei atras. Fiquei 6 meses sem trabalhar fora, só em casa acompanhando seus desenvolvimentos. E mesmo assim as infeções aconteciam. Foi então que comecei a levar elas no Dr Severino (sim, “elas” porque a Elisa também tinha muitas infecções na garganta, com menas frequência que a Manu, os médicos diziam que era normal, só eu achava que não)

AMÍGDALA E ADENOIDE

Ele percebeu logo o que elas tinham. Não acredito que exista um médico melhor que todos, existem amigas minhas que levam seus filhos em médicos que eu levava as minhas e seus problemas foram resolvidos. Acho que tive sorte com este. E o mais importante, não ouvi a opinião de apenas um profissional, comecei a prestar mais atenção nas meninas. Já sabia o que o médico iria receitar toda vez que eu levava elas as consultas, lia todas a bulas dos remédios, pesquisava na net, sabia dos efeitos colaterais causado pelos antibióticos e antialérgicos. Sabia que tinha que ficar atenta e dar o remédio no primeiro espirro para não deixar acumular catarro, fazia massagens que aprendi levando elas para fazer fisioterapia respiratória, inalações e muitos chás. Mas além de tudo isto incentivava elas a terem uma infância normal, com sorvetes e piscinas, não trancava em casa com trezentos cobertores e duzentas blusas, como muitos diziam que eu deveria fazer!

O Dr. Severino encaminhou elas para uma otorrino de Maringá mesmo, Dr Andréia, um anjo em nossas vidas, super calma, sabia lidar com as crianças (é um dom que poucos profissionais nesta área tem) Me disse que as duas precisavam de uma cirurgia para tirar as amígdalas e adenoide. Ah? As duas? A Elisa iria completar 5 anos, quanto tempo sofrendo, e saber que poderia ter resolvido isto antes.

A Dr Andreia acompanhou por quatro meses para depois bater o martelo e marcar a data da cirurgia, que foi realizada dia 02 de fevereiro deste ano, 13 dias antes da festa de aniversário da Elisa.

Me chamaram de louca, mas se não fosse nesta data, seria só depois de março, foi um encaixe. Tinha que escolher se faria a cirurgia em uma de cada vez . Decidimos fazer nas duas no mesmo dia, não poderia escolher qual das duas iria ficar longe dos problemas primeiro, isto era desumano pra mim, sabia que teria trabalho dobrado, e ainda estava trabalhando fora.

Os primeiros dias de recuperação foram difíceis, elas só podiam beber líquido, tinha que ser gelado, bastante sorvete… A Elisa se recuperou bem logo, mas a Manu demorou mais. Perderam peso no primeiro mês, depois deu tudo certo. A Manu parecia outra criança, não fazia mais barulhos para dormir, conseguia dormir de boca fechada. Começou a comer melhor. Sua fala ficou nasal por um bom tempo, ainda faz acompanhamentos com fono.

E pensar que a Elisa poderia ter eliminado este problema antes! Mas tudo bem, acredito que Deus sempre esteve conosco e nos deu muita força para enfrentar estes mínimos problemas, existem bem piores…eu sei!

PROBLEMAS ORTOPÉDICOS E LÍNGUA GEOGRAFICA

E quando você pensa que tudo esta indo bem (criança é uma caixinha de surpresas). Notei que a Manu pisava com o pé torto desde o  ano passado, muitos já me diziam, demorou para andar, enfim, não fiquei com a duvida só pra mim, demorei pra levar ela num ortopedista por estar já todo mês no médico por causa dos outros problemas. Levei ela no mês retrasado ( 13/10/15) num ortopedista especialista em pé, encaminhamento de outro ortopedista que levei primeiro. Ele nos falou que já teve casos assim que foi preciso fazer cirurgia, que o pé esquerdo era muito torto. Ela sempre sentou em W e ele disse que precisaria corrigir esta postura e usar um tênis diferente (não era preciso ainda usar botinha e nem cirurgia) e se os cuidados fossem rigorosos ela ficaria bem… Ufaaa!!

Paralelo a isto ela ficou resfriada e levei na pediatra daqui de Cianorte mesmo, pois acreditei que ela não teria mais complicações graves. Ela estava com a língua estranha, a Dr disse que era língua geográfica mas que não era para eu ficar preocupada pois, ela não sentia dor. Passou um anti-inflamatório e a Manu começou a rejeitar a comida, só conseguia comer sopas, polenta, enfim, só líquidos.  Muito estranho. Lá vamos nos de novo verificar isto, não me conformei com o diagnóstico e voltamos na Dr Andreia.

O bom foi que a Manu não estava com a garganta infeccionada como estava pensando, a Dr nos explicou certinho, ela terá laringite, mas inflamação na garganta não terão mais, e que a língua da Manu estava doendo sim,  estava com muitas aftas, por estar muito inflamada a língua. Inacreditável! Fiquei zonza, não era de hoje que a língua dela ficava daquele jeito, e mais uma vez eu não observei antes, mais uma vez um diagnostico errado! Em muitas vezes que faltava apetite, eu achava que era pelas inflamações na garganta, ouvido, poderia até ser ou ser a língua… quanto sofrimento, queria que Deus transferisse estes sofrimentos dela pra mim, implorava! Ela me passou uma lista das coisas que não poderia comer, mas depois pesquisei mais na net e observando melhor, tinha outros que ela comia e depois não ficava bem… a Lista dos alimentos proibidos ficou assim: frutas cítricas, alimentos com muita açúcar, muito sal, pimentas (nada das frutas que ela mais gostava, morango, laranja, nada de refrigerante, chocolate, balas, salgadinhos, já não comia mesmo) e pasta dental só sem flúor. Língua geográfica…nunca tinha ouvido falar, agora sei que existem pessoas que não sentem nada e outras que sim.

Enfim, resolvemos tirar ela da escola para acompanhá-la melhor. Eu parei de trabalhar, é muito difícil conciliar casa, trabalho, crianças e marido com tudo normal… imagina quando tem algo errado, principalmente com a saúde. Sentia que não estava cumprindo nenhum papel direito na minha vida, que fazia tudo pela metade, e muitas vezes sem tempo para dialogar com Deus.

Hoje ela esta muito bem e, ao contrario do que eu já ouvi inúmeras vezes por pessoas desconhecidas e indelicadas, a Manuela é uma criança normal, realiza as atividades referente a sua idade. E se não conversa ainda quando esta perto de um estranho é porque ela é tímida e tem segurança em falar com quem conhece. E se é uma criança especial? Sim, pra nossa família ela é muito, mas muito especial!

Sei que poderão vir outros fatores que terei que me preocupar, mas tenho uma certeza, Deus esta com minha família, tem um plano de amor para minhas filhas, e enquanto eu existir vou lutar por elas, pela saúde, integridade, vou ensinar tudo que for preciso e que estiver ao meu alcance, darei o meu melhor porque tenho um amor maior que tudo!

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