SOLIDÃO QUE CURA

A IMPORTÂNCIA DO SILÊNCIO NA VIDA DAS MÃES

Sozinha. Um tempo só para mim. Há algumas semanas atrás se alguém me dissesse para eu tirar uns 15 minutos por dia para ficar sozinha, sem ninguém por perto, sem nenhum barulho para eu me sentir melhor, eu diria: – Está de brincadeira né? Isto é impossível, tenho dezenas de coisas para fazer, casa para cuidar, filhos, marido, minha família precisa de atenção, tenho meus trabalhos, projetos, preciso fazer tanto… só se o dia tivesse umas 48 horas!

Pois é, neste ponto que eu e muitas outras mães se enganam – achamos que tudo e todos (a não ser nos mesmas) são prioridade e precisam de atenção imediata. O resultado é que nossa saúde sofre. Eu pude sentir na pele esta consequência. E tudo acumulou neste fim de ano com as férias escolares, férias do trabalho, festas, novos projetos (ansiedade a 300 km/hora). Estava carregando um mundo nas costas. E não, a culpa não era de ninguém, a não ser minha mesma. E sim, meu casamento vai bem, obrigada, minhas filhas estão saudáveis, tenho uma família linda, com alguns probleminhas básicos (e qual família não tem?) mas nada que me desconcertasse  a ponto de desenvolver uma doença.

Então eu comecei a sentir fortes dores no estomago, azia, queimação e outros sintomas. Nos primeiros dias eu ignorei e continuei minha rotina anormal normal do dia… até que eu não aguentei mais, fui ao médico, fiz uma bateria de exames, então o diagnóstico: gastrite enantematosa leve do antro – é a inflamação discreta da mucosa do estômago, que acomete apenas o antro, região localizada próximo ao piloro, a válvula que liga o estômago a primeira porção do intestino delgado, o duodeno. Sintomas: dor e queimação do estômago, azia, perda do apetite, náuseas e vomitos, sensação de saciedade precoce e sangramento digestivo( este ultimo não aconteceu comigo). Foi identificado no exame de endoscopia.

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